English Woman's Journal - Médica de Nova York é processada por enviar pílulas abortivas a mulher do Texas

Médica de Nova York é processada por enviar pílulas abortivas a mulher do Texas


Médica de Nova York é processada por enviar pílulas abortivas a mulher do Texas
Médica de Nova York é processada por enviar pílulas abortivas a mulher do Texas / foto: Anna Moneymaker - GETTY IMAGES/AFP/Arquivos

O procurador-geral do Texas, o republicano Ken Paxton, entrou com uma ação contra uma médica de Nova York que enviou pílulas abortivas pelo correio para uma mulher deste estado do sul dos Estados Unidos.

Alterar tamanho do texto:

O Texas tem uma das legislações mais restritivas ao aborto nos Estados Unidos.

Na quinta-feira, o procurador Paxton entrou com uma ação civil contra Margaret Carpenter, fundadora da Abortion Coalition for Telemedicine, de Nova York.

Seu gabinete informou que Carpenter forneceu a uma mulher texana de 20 anos "remédios indutores do aborto, que acabaram com a vida de um não nascido e provocaram graves complicações na mãe".

"As leis do Texas proíbem a um médico ou fornecedor médico administrar qualquer fármaco indutor do aborto por serviço de mensageiro, entrega ou correio", apontou.

Além disso, "nenhum médico pode tratar pacientes ou receitar medicamentos a residentes do Texas através de serviços de telemedicina a menos que o médico tenha uma licença médica válida no Texas".

Carpenter não tem licença médica no Texas.

O procurador pede que Carpenter seja proibida de exercer ilegalmente a medicina no estado e prescrever pílulas abortivas a residentes do Texas. Ele também solicita multa de 100 mil dólares (R$ 603 mil, na cotação atual) por cada infração.

"No Texas valorizamos a saúde e a vida das mães e dos bebês, e por isso os médicos de fora do estado não podem receitar ilegal e perigosamente medicamentos a residentes do Texas", declarou o procurador.

O estado de Nova York, governado por democratas, conta com uma lei denominada de "escudo", que oferece proteção legal aos médicos locais que prescrevem pílulas abortivas a mulheres de estados onde o procedimento é proibido.

Dezoito estados governados por democratas promulgaram leis escudo desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou, em 2022, o direito ao aborto em nível federal, segundo um relatório do Centro de Direitos Reprodutivos.

Em junho deste ano, o Supremo rejeitou uma investida de grupos antiaborto para restringir a mifepristona, uma pílula amplamente usada para interromper a gestação.

O processo no Texas traz aos tribunais questões espinhosas sobre o que se conhece como extraterritorialidade, ou seja, a aplicação de leis de um estado para outro.

K.Marshall--EWJ

Apresentou

Trump é visto com grande mancha vermelha no pescoço

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi visto nesta segunda-feira (2) com uma mancha vermelha no pescoço, que, segundo o seu médico, deve-se a um tratamento "preventivo".

Quênia começa a administrar novo tratamento injetável para prevenir o HIV

O Quênia começou a aplicar, nesta quinta-feira (26), as primeiras doses de um novo e promissor tratamento de prevenção do HIV em um bairro popular da capital, Nairóbi, segundo fontes oficiais.

Noosha Aubel: Escândalo em Potsdam envolvendo criança com deficiência grave

Enquanto a pequena Heidrun comemora hoje o seu segundo aniversário, ela ainda espera por algo que deveria ser natural num Estado de direito: uma vaga numa creche inclusiva com assistência individualizada. Os seus pais lutam há mais de um ano por esse direito e, entretanto, já apresentaram queixas à inspeção de serviço, denúncias criminais e petições. O que eles estão a viver em Potsdam (Estado federal de Brandemburgo, Alemanha) é, segundo os cidadãos, «a face miserável de uma administração que ignora as leis e abandona friamente os mais fracos da sociedade, as crianças com deficiência grave».Já em janeiro de 2025, representantes do Departamento de Crianças, Jovens e Família da capital do estado de Potsdam reconheceram por escrito que Heidrun, devido à sua deficiência grave — desde o nascimento, a criança sofre de um defeito no gene KBG (deficiência grave de 100% com nível de cuidados 4 e, entre outras coisas, a marcação «H» = «desamparada» e «aG» = «com mobilidade extremamente reduzida»).

Nascimentos no Japão registram queda pelo 10º ano consecutivo

O número de nascimentos no Japão caiu pelo 10º ano consecutivo em 2025, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (26), o que evidencia os desafios enfrentados pela recém-reeleita primeira-ministra Sanae Takaichi.

Alterar tamanho do texto: