English Woman's Journal - As dúvidas persistentes da ex-esposa de um acusado por estuprar Gisèle Pelicot na França

As dúvidas persistentes da ex-esposa de um acusado por estuprar Gisèle Pelicot na França


As dúvidas persistentes da ex-esposa de um acusado por estuprar Gisèle Pelicot na França
As dúvidas persistentes da ex-esposa de um acusado por estuprar Gisèle Pelicot na França / foto: Christophe Simon - AFP

"Não sei se me estuprou! É terrível! Sempre ficarei em dúvida", reconheceu, nesta segunda-feira (23), a ex-esposa de um dos acusados de agredir sexualmente Gisèle Pelicot, quando esse julgamento midiático entra na sua quarta semana.

Alterar tamanho do texto:

O tribunal de Avignon, no sul da França, começou a julgar o caso de seis dos 51 acusados, entre eles o do mais jovem, Joan K., que perdeu o nascimento da filha por estuprar Pelicot.

Na semana passada, o agora ex-marido dessa mulher de 71 anos, julgado por drogá-la entre 2011 e 2020 para estuprá-la junto de dezenas de desconhecidos, reconheceu os crimes: "Sou um estuprador", afirmou Dominique Pelicot.

Mas não foi o único. Jean-Pierre M., o único dos acusados que não agrediu sexualmente Gisèle, também reconheceu ter drogado sua própria esposa para estuprá-la junto com o principal acusado.

A incerteza agora paira entre as ex-mulheres de outros acusados, como Emilie O., que, entre lágrimas, explicou nesta segunda-feira aos magistrados suas dúvidas sobre se Hugues M. fez o mesmo.

"Fui manipulada e vivi uma mentira. Amava minha vida", mas "sigo questionando tudo", afirmou essa mulher de 33 anos, sem olhar para aquele que foi seu parceiro durante cinco anos.

Este último, de 39 anos, profissional da construção, foi à casa dos Pelicot em Mazan, um pequeno vilarejo no sul da França, em uma noite de 2019 para atacar sexualmente Gisèle com seu ex-marido Dominique.

"Achava que tinha uma vida tranquila e plena, mas estava enganada", afirmou a sua esposa até 2020, que o descreve como um homem "sempre respeitoso", com quem compartilhava sua paixão pelas motos.

A mulher de 33 anos explicou que ambos se conheceram na internet e que "mantinham relações sexuais assíduas", mas que rompeu com ele, devido aos seus "múltiplos" casos extraconjugais.

"Dizia que tinha impulsos e uma necessidade de adrenalina que só conseguia com as motos e as relações sexuais", explicou a mulher, cuja vida foi destruída quando recebeu um telefonema da polícia judiciária em 2021.

- "Tonturas" -

Nesse dia, a mulher descobriu as acusações contra Hugues M., que passaria sete meses em prisão preventiva acusado de "tentativa de estupro" contra Gisèle Pelicot, porque não conseguiu concluir a penetração.

Emilie O. se lembrou então de uma noite de 2019 na qual acordou, enquanto seu então marido praticava relações sexuais com ela. A mulher também sofreu com "tonturas" entre setembro de 2019 e março de 2020.

Ela apresentou uma queixa. No entanto, as investigações nada revelaram e sua denúncia foi rejeitada por "falta de provas materiais".

Desde então, convive com a dúvida de saber se foi vítima do mesmo procedimento utilizado contra Gisèle, que, do seu assento no tribunal, sorriu para ele como sinal de apoio, constatou um jornalista da AFP.

"Sem este processo, eu diria a mim mesma que seria impossível. Agora digo que é possível", declarou a mulher, antes de começar a chorar.

Além do caso de Hugues M., o tribunal começou a tratar dos casos de outros cinco réus, como Joan K., que tinha 22 anos de idade quando foi duas vezes à casa dos Pelicot em Mazan para estuprar Gisèle.

Esse homem, descrito como “deprimido” pelos investigadores, chegou a colocar o estupro antes do nascimento de sua própria filha e deve depor no tribunal no final da semana.

O julgamento, que começou em 2 de setembro, deve durar até 20 de dezembro em Avignon. Os 51 homens que estão sendo julgados - um deles à revelia - podem pegar penas de até 20 anos de prisão.

M.Campbel--EWJ

Apresentou

Trump é visto com grande mancha vermelha no pescoço

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi visto nesta segunda-feira (2) com uma mancha vermelha no pescoço, que, segundo o seu médico, deve-se a um tratamento "preventivo".

Quênia começa a administrar novo tratamento injetável para prevenir o HIV

O Quênia começou a aplicar, nesta quinta-feira (26), as primeiras doses de um novo e promissor tratamento de prevenção do HIV em um bairro popular da capital, Nairóbi, segundo fontes oficiais.

Noosha Aubel: Escândalo em Potsdam envolvendo criança com deficiência grave

Enquanto a pequena Heidrun comemora hoje o seu segundo aniversário, ela ainda espera por algo que deveria ser natural num Estado de direito: uma vaga numa creche inclusiva com assistência individualizada. Os seus pais lutam há mais de um ano por esse direito e, entretanto, já apresentaram queixas à inspeção de serviço, denúncias criminais e petições. O que eles estão a viver em Potsdam (Estado federal de Brandemburgo, Alemanha) é, segundo os cidadãos, «a face miserável de uma administração que ignora as leis e abandona friamente os mais fracos da sociedade, as crianças com deficiência grave».Já em janeiro de 2025, representantes do Departamento de Crianças, Jovens e Família da capital do estado de Potsdam reconheceram por escrito que Heidrun, devido à sua deficiência grave — desde o nascimento, a criança sofre de um defeito no gene KBG (deficiência grave de 100% com nível de cuidados 4 e, entre outras coisas, a marcação «H» = «desamparada» e «aG» = «com mobilidade extremamente reduzida»).

Nascimentos no Japão registram queda pelo 10º ano consecutivo

O número de nascimentos no Japão caiu pelo 10º ano consecutivo em 2025, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (26), o que evidencia os desafios enfrentados pela recém-reeleita primeira-ministra Sanae Takaichi.

Alterar tamanho do texto: