English Woman's Journal - OMS aprova segunda vacina contra a malária para crianças

OMS aprova segunda vacina contra a malária para crianças


OMS aprova segunda vacina contra a malária para crianças
OMS aprova segunda vacina contra a malária para crianças / foto: Olivier MORIN - AFP/Arquivos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta sexta-feira (02) o uso em crianças de uma segunda vacina contra a malária, doença que mata milhares de pessoas todos os anos.

Alterar tamanho do texto:

"Como pesquisador da malária, sonhava com o dia em que teríamos uma vacina segura e eficaz contra a malária. Agora temos duas", declarou em uma coletiva de imprensa o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Tenho o grande prazer de anunciar que a OMS recomenda uma segunda vacina, chamada R21/Matrix-M, para prevenir a malária em crianças com risco de contrair a doença", indicou.

A OMS também apresentou novas recomendações sobre as vacinas contra a dengue e meningite, além de uma simplificação das recomendações para a vacina da covid-19.

A vacina contra a malária R21/Matrix-M, desenvolvida pela Universidade de Oxford, é fabricada pelo Serum Institute of India. Seu uso já foi autorizado em Gana, Nigéria e Burkina Faso.

Em 2021, outra vacina, a "RTS,S", produzida pela gigante farmacêutica britânica GSK, se tornou a primeira recomendada pela OMS para prevenir a malária em crianças nas zonas onde a transmissão é moderada ou elevada.

Tedros garantiu que "a demanda para a vacina RTS,S excede de longe a oferta".

A R21/Matrix-M é, de acordo com ele, "uma ferramenta extra essencial para proteger mais crianças, mais rápido", para "nos aproximarmos da nossa visão de um futuro sem malária".

As duas vacinas apresentam taxas de eficácia semelhantes, em torno de 75% quando administradas nas mesmas condições.

Uma dose da nova vacina aprovada custa entre US$2 e US$4 (R$10 e R$20), especificou Tedros.

- Transmitido por mosquitos -

Os programas piloto para introdução da "RTS,S" em três países africanos - Gana, Quênia e Malawi - permitiram que mais de 1,7 milhão de crianças recebessem pelo menos uma dose da vacina desde 2019.

A implementação da vacinação contra a malária nesses três países provocou uma queda substancial nas formas graves e mortais da doença, além de uma diminuição da mortalidade infantil.

Segundo a agência de saúde, quando administrado em larga escala, poderá salvar milhares de vidas por ano.

Em julho passado, a OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi) anunciaram conjuntamente a atribuição de 18 milhões de doses da vacina contra a malária para 12 países africanos, entre 2023 e 2025.

A malária ainda é uma ameaça especialmente para crianças africanas, em parte devido à crescente resistência aos tratamentos.

A doença causou a morte de 619 mil pessoas no mundo em 2021, segundo dados recentes da OMS.

A doença é causada por um parasita minúsculo do gênero Plasmodium, transmitido por picadas de mosquitos, e pode acarretar febre, dor de cabeça e calafrios. O quadro pode se agravar e se tornar fatal, quando não tem tratamento.

Cerca de metade da população mundial vive em áreas de risco e pode contrair malária. A maioria dos casos e mortes ocorrem na África.

Ch.Reilly--EWJ

Apresentou

Trump é visto com grande mancha vermelha no pescoço

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi visto nesta segunda-feira (2) com uma mancha vermelha no pescoço, que, segundo o seu médico, deve-se a um tratamento "preventivo".

Quênia começa a administrar novo tratamento injetável para prevenir o HIV

O Quênia começou a aplicar, nesta quinta-feira (26), as primeiras doses de um novo e promissor tratamento de prevenção do HIV em um bairro popular da capital, Nairóbi, segundo fontes oficiais.

Noosha Aubel: Escândalo em Potsdam envolvendo criança com deficiência grave

Enquanto a pequena Heidrun comemora hoje o seu segundo aniversário, ela ainda espera por algo que deveria ser natural num Estado de direito: uma vaga numa creche inclusiva com assistência individualizada. Os seus pais lutam há mais de um ano por esse direito e, entretanto, já apresentaram queixas à inspeção de serviço, denúncias criminais e petições. O que eles estão a viver em Potsdam (Estado federal de Brandemburgo, Alemanha) é, segundo os cidadãos, «a face miserável de uma administração que ignora as leis e abandona friamente os mais fracos da sociedade, as crianças com deficiência grave».Já em janeiro de 2025, representantes do Departamento de Crianças, Jovens e Família da capital do estado de Potsdam reconheceram por escrito que Heidrun, devido à sua deficiência grave — desde o nascimento, a criança sofre de um defeito no gene KBG (deficiência grave de 100% com nível de cuidados 4 e, entre outras coisas, a marcação «H» = «desamparada» e «aG» = «com mobilidade extremamente reduzida»).

Nascimentos no Japão registram queda pelo 10º ano consecutivo

O número de nascimentos no Japão caiu pelo 10º ano consecutivo em 2025, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (26), o que evidencia os desafios enfrentados pela recém-reeleita primeira-ministra Sanae Takaichi.

Alterar tamanho do texto: