English Woman's Journal - Parlamento britânico tem votação decisiva sobre projeto de lei de morte assistida

Parlamento britânico tem votação decisiva sobre projeto de lei de morte assistida


Parlamento britânico tem votação decisiva sobre projeto de lei de morte assistida
Parlamento britânico tem votação decisiva sobre projeto de lei de morte assistida / foto: BENJAMIN CREMEL - AFP

Os deputados britânicos votam nesta sexta-feira (20) um projeto de lei, que tem o apoio da maioria da população, que permitiria a morte assistida na Inglaterra e no País de Gales - embora a aprovação do texto também exija uma votação na Câmara dos Lordes.

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A Câmara dos Comuns já se mostrou favorável, em 30 de novembro do ano passado, ao projeto de lei de morte assistida para a Inglaterra e País de Gales, abrindo a porta para as fases seguintes da tramitação legislativa após um debate marcado por intensas polêmicas éticas e religiosas.

A proposta foi apoiada, com 330 votos de deputados a favor e 275 contra, para ser examinada em uma comissão, antes de ser submetida novamente à aprovação das duas Câmaras do Parlamento.

Antes da sessão desta sexta-feira, que já começou a analisar o projeto de lei, partidários e opositores do texto se reuniram diante do Parlamento.

Os cartazes dos manifestantes contrários à lei, com o lema "Kill the Bill, not the ill" (Matem a lei, não os doentes), se misturaram com os daqueles que defendem a legalização, com frases como "My death, my decision" (Minha morte, minha decisão) ou "Freedom of choice" (Liberdade de escolha).

Se os deputados britânicos não aprovarem o texto nesta sexta-feira, o projeto de lei será abandonado, depois que outra proposta sobre a morte assistida foi rejeitada pela Câmara dos Comuns em 2015.

O texto permitiria o suicídio assistido aos pacientes na Inglaterra e no País de Gales que estão em fase terminal, com no máximo seis meses de expectativa de vida, e que sejam capazes de tomar por conta própria a substância que provoque seu falecimento.

Após a primeira votação de novembro, os deputados fizeram várias mudanças consideráveis no projeto inicial.

Além de dois médicos, a decisão final para autorizar a ajuda para morrer estará nas mãos de um comitê de especialistas, e não será competência de um juiz do Tribunal Superior de Justiça, uma mudança criticada pelos opositores.

Os profissionais da saúde (enfermeiros, farmacêuticos, trabalhadores do setor médico) também terão o direito de se recusar a participar de um suicídio assistido, assim como os médicos.

Também será proibida a publicidade de serviços relacionados ao suicídio assistido.

Além disso, especialistas independentes serão apresentados para apoiar as pessoas que sofram problemas de saúde mental, assim como um conselho consultivo sobre a questão, responsável por assessorar o governo sobre a implementação da lei e seu impacto nas pessoas com deficiência.

T.Burns--EWJ

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