English Woman's Journal - Professor conta como conseguiu escapar do massacre em escola na Áustria

Professor conta como conseguiu escapar do massacre em escola na Áustria


Professor conta como conseguiu escapar do massacre em escola na Áustria
Professor conta como conseguiu escapar do massacre em escola na Áustria / foto: Alex HALADA - AFP

Um professor relatou, nesta quarta-feira (11), como conseguiu fugir de uma sala de aula vazia de uma escola na cidade austríaca de Graz, após se encontrar nos corredores com o autor do massacre em que morreram dez pessoas.

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"Estava sozinho em uma sala de aula", explicou à AFP Paul Nitsche, professor de religião, não muito longe do local da tragédia.

"Estava trabalhando com a porta entreaberta e houve uma detonação. A princípio, não dei atenção", acrescentou.

Foi, então, que ouviu as cápsulas caírem no chão. "Alguma coisa me sacudiu por dentro, levantei repentinamente e decidi correr".

"Saí correndo rapidamente pelo corredor, que só tem alguns metros de comprimento, e depois desci as escadas", prosseguiu.

Foi quando este pastor evangélico viu o autor do massacre no corredor do andar de baixo.

"Estava tentando abrir uma porta com seu fuzil", conta.

"Estava ocupado... E eu tampouco olhei muito", explica o professor.

"E enquanto descia correndo as escadas, pensei: 'Isto não é real, é um filme'", prossegue.

Mas, quando "vi um aluno estendido no chão e uma professora ali, entendi".

"Acho que os serviços de emergência chegaram um ou dois minutos depois, graças a Deus", lembra.

O que mais impressionou Nitsche foi o silêncio inquietante que reinava na escola. "Havia um silêncio total. Não havia gritos, nada. Não era como a escola costuma ser", conta.

Seis moças e três rapazes, com idades entre 14 e 17 anos, morreram no ataque. Uma professora não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

- "Chorar em paz" -

Nesta quarta-feira, em frente à sala colocada à disposição dos estudantes, vários adolescentes, muitos vestidos de preto, vêm e vão. A maioria preferiu ficar em silêncio.

E quando falam, é para pedir respeito ao seu luto.

"É incrivelmente difícil", diz Ennio, estudante da escola. "Quero pedir de todo coração à imprensa que nos deixem chorar em paz".

A mensagem "Solidariedade" surgiu por todo o país. Às 10h locais (05h de Brasília), horário da tragédia, foi respeitado um minuto de silêncio.

Bandeiras pretas foram hasteadas em frente à Ópera de Viena e em edifícios públicos.

"Queremos mostrar aos que choram que não estão sozinhos e que sofremos com eles", disse Michael Saad, estudante de 22 anos em uma vigília organizada na noite de terça-feira no centro de Graz.

Até o momento, desconhecem-se as motivações do autor do massacre, um austríaco de 21 anos, que se suicidou em um banheiro após o ataque.

Em sua casa foram encontrados uma bomba caseira e um plano de atentado frustrado.

O jovem, que não tinha ficha na polícia, era ex-aluno da escola, que abandonou sem conseguir o diploma.

Ele morava com a mãe, que o criou sozinha em um bairro tranquilo de Kalsdorf, a meia hora de carro de Graz.

O vídeo e a carta de despedida que ele deixou não dão pistas sobre suas motivações.

"Nada mais será como antes", lamenta o vizinho, ainda marcado pela intervenção, na véspera, das forças especiais, que foram revistar o apartamento da família.

"Aqui todo mundo se conhece, vai ser difícil superar", diz Anna Slama, vereadora de Graz.

L.MacDonald--EWJ

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