English Woman's Journal - Ex-secretário de Segurança do México é condenado nos EUA por caso de corrupção

Ex-secretário de Segurança do México é condenado nos EUA por caso de corrupção


Ex-secretário de Segurança do México é condenado nos EUA por caso de corrupção
Ex-secretário de Segurança do México é condenado nos EUA por caso de corrupção / foto: ALFREDO ESTRELLA - AFP/Arquivos

Um tribunal dos Estados Unidos condenou Genaro García Luna, ex-secretário de Segurança Pública do México, e sua esposa a pagarem US$ 2,4 bilhões (R$ 13,5 bilhões) ao Estado mexicano por corrupção, informou o governo do México nesta quinta-feira (22).

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Esta é a segunda condenação contra o ex-funcionário nos Estados Unidos. Em outubro de 2024, Luna foi sentenciado a 39 anos de prisão por proteger o Cartel de Sinaloa em troca de milhões de dólares em propinas, em um julgamento no qual antigos membros do grupo criminoso foram testemunhas.

A nova decisão corresponde a um processo civil que o México moveu contra García Luna e sua esposa, Linda Cristina Pereyra, em setembro de 2021. Eles foram acusados de integrar uma "rede de corrupção e lavagem de dinheiro" que envolveu dezenas de contratos públicos. As operações de lavagem foram feitas nos Estados Unidos.

A Unidade de Inteligência Financeira da Secretaria da Fazenda (UIF), braço do governo mexicano responsável pelo combate à lavagem de dinheiro, disse em comunicado que "a sentença equivale a três vezes o valor pelo qual o governo do México os processou originalmente", conforme a lei da Flórida, onde o caso foi movido.

García Luna, de 56 anos, foi secretário de Segurança Pública durante o governo do presidente conservador Felipe Calderón (2006-2012).

O ex-funcionário foi detido em dezembro de 2019 em Dallas, Texas. Ele vivia nos Estados Unidos desde 2012.

O governo mexicano disse que um conglomerado empresarial familiar dos García Luna mantinha 30 contratos com vários órgãos da segurança pública, a partir dos quais desviaram um total de 745,9 milhões de dólares (R$ 4,2 bilhões na cotação atual).

Em março de 2023, a UIF afirmou que os fundos "foram transferidos para o exterior" por meio do uso de paraísos fiscais, e pela aquisição de bens e outros ativos no estado da Flórida.

L.Ross--EWJ

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