English Woman's Journal - Cardeal Turkson, favorito para se tornar o primeiro papa africano

Cardeal Turkson, favorito para se tornar o primeiro papa africano


Cardeal Turkson, favorito para se tornar o primeiro papa africano
Cardeal Turkson, favorito para se tornar o primeiro papa africano / foto: GABRIEL BOUYS, GABRIEL BOUYS - AFP/Arquivos

O cardeal ganês Peter Turkson é considerado uma das figuras mais influentes da Igreja na África, onde o catolicismo cresce rapidamente e de onde poderia sair o próximo papa.

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Nascido em uma família modesta, este homem de 76 anos foi o primeiro religioso da África Ocidental a ser criado cardeal, uma decisão tomada em 2003 pelo papa João Paulo II.

Atualmente, ele é chanceler de duas academias pontifícias, a Academia de Ciências e a de Ciências Sociais.

Mesmo antes da surpreendente renúncia de Bento XVI em 2013, o cardeal Turkson já era considerado o candidato favorito da África para o trono de São Pedro, quando nunca houve um papa negro na história da Igreja.

"Eu não gostaria de ser o primeiro papa negro", disse ele em uma entrevista em 2010. "Acho que viveria momentos difíceis", acrescentou.

A eventualidade de sua eleição reflete a mudança demográfica da Igreja, que está encolhendo em lugares como a Europa, mas experimentando um crescimento mais rápido na África.

Nascido na cidade mineira de Nsuta-Wassa, no sul do país, Turkson é o quarto de 10 filhos. Sua mãe, metodista, vendia legumes, e seu pai, católico, era carpinteiro.

Ordenado sacerdote em 1975, ele deixou Gana para estudar em Roma e Nova York.

Em 1992, João Paulo II o nomeou arcebispo de Cape Coast, uma diocese com cerca de 300.000 fiéis e que se desenvolveu sob sua liderança. Em 2003, ele foi designado cardeal.

- Pobreza e bruxaria -

Em Gana, ele desempenhou um papel de mediador em meio a eleições em 2008 com resultados apertados que ameaçavam degenerar em violência.

Um ano depois, foi nomeado por Bento XVI para um papel fundamental em uma assembleia especial sobre a África para tratar de questões como reconciliação, pobreza, aids, fuga de cérebros e bruxaria.

O pontífice o chamou de volta em 2009 para a presidência do Conselho Pontifício para Justiça e Paz, responsável pela justiça social e os direitos humanos.

Como parte de uma reforma da Cúria Romana (o governo da Igreja), o papa Francisco nomeou Turkson em 2016 como chefe de um novo ministério, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que fundiu o Conselho Pontifício para Justiça e Paz com três outros.

Encarregado dos assuntos econômicos e sociais, considerados prioritários por Francisco, Turkson, que fala seis idiomas, viajou várias vezes para o Fórum de Davos. Lá, alertou líderes empresariais e políticos contra os riscos e os limites das teorias neoliberais que defendem o favorecimento fiscal dos mais ricos.

Em 2016, Francisco o enviou ao Sudão do Sul como emissário especial para tentar reconciliar as frentes beligerantes do país e, durante a pandemia de coronavírus, ele liderou um comitê para estudar suas consequências econômicas e sociais.

No entanto, o ganês renunciou em 2021 ao cargo de prefeito do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, como parte de um realinhamento e em meio a tensões internas, não deixando nenhum africano entre os titulares dos principais cargos do Vaticano.

- Música e protestantes -

Embora tenha criticado as leis homofóbica em Uganda, ele defende a posição da Igreja sobre o assunto, rejeitando a ideia de que a homossexualidade é uma questão de direitos humanos.

Sobre o tema crucial do uso de preservativos na África, sugeriu que os preservativos poderiam ser úteis para casais monogâmicos em que um dos parceiros é soropositivo, e que seria melhor investir em medicamentos retrovirais para as pessoas já infectadas.

Em 2012, o cardeal teve que se desculpar após apresentar um vídeo sobre a disseminação do islã no Ocidente no Sínodo dos Bispos.

Com relação à visão dos africanos sobre o catolicismo, ele considerou que a Igreja Evangélica atua melhor na conversão de novos fiéis do que a Igreja Católica, que se tornou muito cerebral, quando os evangélicos chamam "o coração com música atraente, orações alegres...".

"Às vezes, nós, africanos, zombamos dos europeus e americanos que são fãs entusiasmados de esportes", disse ele em 2012. "Eles podem gritar e bradar do fundo do coração em um jogo de futebol, mas na igreja até mesmo cantar um hino parece um exercício de penitência".

Ch.Reilly--EWJ

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