English Woman's Journal - Governo israelense deve explicar restrições à ajuda a Gaza perante a Suprema Corte

Governo israelense deve explicar restrições à ajuda a Gaza perante a Suprema Corte


Governo israelense deve explicar restrições à ajuda a Gaza perante a Suprema Corte
Governo israelense deve explicar restrições à ajuda a Gaza perante a Suprema Corte / foto: - - AFP

O governo israelense deve informar, nesta quarta-feira (10), à Suprema Corte quais as medidas que implementa para aumentar a ajuda humanitária à Faixa de Gaza, depois de cinco ONGs terem acusado o governo de restringir o envio de insumos para este território palestino devastado pela guerra.

Alterar tamanho do texto:

As organizações recorreram à Justiça em 18 de março para pedir a Israel que respeitasse "as suas obrigações como potência ocupante" e que fornecesse ajuda aos civis que vivem em Gaza.

Depois de uma primeira audiência na semana passada, a Suprema Corte deu ao governo até 10 de abril para responder a uma série de perguntas.

O governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, deve dizer quais as medidas que tomará para aumentar a ajuda, quais os obstáculos que as ONGs enfrentam e quantos pedidos de coordenação e entrega de ajuda foram rejeitados e por qual razão.

Depois, as organizações terão um prazo de cinco dias para responder, antes que a Suprema Corte tome uma decisão.

Israel está em guerra com o movimento palestino Hamas desde 7 de outubro, após o ataque dos islamistas ao território israelense. Além da ofensiva em Gaza, impôs um cerco a este território.

O governo israelense reitera que não aplica quaisquer restrições à entrada de ajuda alimentar em Gaza, algo que as ONGs questionam em um momento em que a comunidade internacional e as grandes potências exigem que o governo de Netanyahu permita a entrada de mais caminhões com ajuda.

"Várias decisões políticas israelenses estão impedindo a chegada de ajuda à Faixa de Gaza", disse à AFP Miriam Marmur, do grupo de direitos humanos Gisha.

- Punição coletiva -

Marmur cita a proibição do uso do porto israelense de Ashdod, apesar da sua proximidade com Gaza, os "longos e ineficazes processos de inspeção" e a proibição de enviar certas mercadorias, argumentando que podem ser usadas para outros fins.

"A realidade no terreno sugere que Israel utiliza, entre outras coisas, o princípio da punição coletiva", afirma o recurso apresentado por Gisha, Adalah, a Associação pelos Direitos Civis em Israel, HaMoked e Médicos pelos Direitos Humanos em Israel.

Alexandre Fort, coordenador de logística da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), disse à AFP que há problemas constantes com as entregas, que ficam "bloqueadas" porque são exigidas autorizações que demoram muito para serem obtidas.

O diretor da Ação Contra a Fome no Oriente Médio, Jean-Raphaël Poitou, também informou que suas atividades foram interrompidas.

"Neste momento todos os acessos são feitos pelo sul da Faixa de Gaza", explicou e disse que isso "envolve muitas horas de viagem", postos de controle e uma enorme perda de tempo para chegar ao norte do território, onde os riscos de fome são maiores.

Um porta-voz do governo israelense disse que 468 caminhões entraram em Gaza na terça-feira, o maior número desde o início da guerra. A ONU afirmou que registrou a passagem de 223 caminhões no dia.

O.Jonstone--EWJ

Apresentou

Ciberataque 'extremamente preocupante' atinge a classe política da Alemanha

Altos funcionários alemães foram recentemente afetados por um ataque cibernético à plataforma de mensagens Signal, um incidente "extremamente preocupante" que lança dúvidas sobre a segurança das comunicações no Parlamento, disse um deputado à AFP nesta sexta-feira (24).

Charles III encara visita delicada aos EUA após tensões entre Trump e Starmer

O rei Charles III parte na segunda-feira (27) para os Estados Unidos, onde o espera um exercício de equilíbrio diplomático, na esperança de apaziguar as tensões entre Donald Trump e Keir Starmer, tendo como pano de fundo o caso Epstein, especialmente doloroso para a família real britânica.

Cinquenta anos após o Plano Condor, pesquisa em Londres busca respostas

"Nunca perdemos a esperança, mesmo nos momentos mais difíceis". A chilena Laura Elgueta Díaz compartilha com a AFP seu desejo de que um dia seja esclarecido o desaparecimento, há 50 anos, de seu irmão Luis, uma das centenas de vítimas do Plano Condor.

Soldado dos EUA acusado de apostar sobre queda de Maduro com informação confidencial

Um soldado americano foi acusado de fraude e outros crimes após suspeitas de que ganhou mais de 400.000 dólares em uma plataforma on-line, ao apostar na queda do líder deposto venezuelano Nicolás Maduro com informação confidencial, anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quinta-feira (23).

Alterar tamanho do texto: