English Woman's Journal - Divergências deixam transição política no Haiti em ponto morto

Divergências deixam transição política no Haiti em ponto morto


Divergências deixam transição política no Haiti em ponto morto
Divergências deixam transição política no Haiti em ponto morto / foto: Clarens SIFFROY - AFP

As negociações para nomear um conselho presidencial de transição no Haiti se encontram em um beco sem saída, horas depois da anulação de uma votação sobre quem deveria liderar as novas autoridades, enquanto a população sofre as consequências da violência dos grupos criminosos.

Alterar tamanho do texto:

O primeiro-ministro, Ariel Henry, questionado pelo aumento da insegurança e por ter chegado ao poder sem se submeter ao voto popular, concordou há duas semanas em entregar o comando do país a um conselho presidencial de transição. Mas esse grupo, que deve representar as principais forças políticas, o setor privado, a sociedade civil e a comunidade religiosa, ainda não se concretizou.

Os candidatos deveriam ter eleito na noite de ontem o líder do conselho, mas sua reunião foi adiada sine die, depois que vários representantes do grupo voltaram atrás, informou à AFP um de seus membros.

Em carta enviada aos colegas, o representante do partido Fanmi Lavalas, Leslie Voltaire, ressalta que a eleição de um presidente não seria possível sem um acordo político assinado pelos diferentes setores. Quando a composição do conselho presidencial parecia completa, René Jean Jumeau, um dos dois observadores sem direito a voto previstos no grupo, jogou a toalha, exigindo o direito de votar.

- País bloqueado -

O conselho de transição foi anunciado no último dia 11, após reuniões entre os haitianos supervisionadas pela Comunidade do Caribe (Caricom).

Para Gédéon Jean, que participou desses encontros como membro da sociedade civil, é hora de a comunidade internacional “voltar ao trabalho” para “empurrar os atores” do Haiti para um acordo. Caso contrário, a transição política levará meses, disse à AFP o diretor da ONG haitiana Centro de Análise e Pesquisa em Direitos Humanos (CARDH). “Não podemos deixar um país bloqueado dessa maneira."

- Insegurança -

A diretora do Unicef, Catherine Russell, alertou hoje que a vida de crianças corre risco devido à crise no Haiti. Já o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários reportou 10 casos suspeitos de cólera em uma escola que serve de abrigo para pessoas deslocadas devido à violência.

Os tiroteios cessaram em Porto Príncipe hoje, mas os criminosos que controlam a cidade saquearam e incendiaram na noite anterior farmácias, clínicas e residências próximas de um hospital universitário que está fechado devido à violência, segundo o depoimento de três moradores.

O comércio abriu as portas na capital e filas se formaram nos postos de gasolina, após dias de escassez.

A ONU prometeu no ano passado uma força internacional liderada por mil policiais quenianos para restabelecer a segurança no Haiti, mas o início de suas atividades foi atrasado pela falta de financiamento e pela decisão do Quênia de não enviar seus agentes até a instalação do conselho de transição.

A Casa Branca anunciou hoje que o presidente Joe Biden aprovou o pagamento de até 10 milhões de dólares (50 milhões de reais) para ajudar as forças de segurança haitianas “a proteger os civis e a infraestrutura vital".

L.Ross--EWJ

Apresentou

Ciberataque 'extremamente preocupante' atinge a classe política da Alemanha

Altos funcionários alemães foram recentemente afetados por um ataque cibernético à plataforma de mensagens Signal, um incidente "extremamente preocupante" que lança dúvidas sobre a segurança das comunicações no Parlamento, disse um deputado à AFP nesta sexta-feira (24).

Charles III encara visita delicada aos EUA após tensões entre Trump e Starmer

O rei Charles III parte na segunda-feira (27) para os Estados Unidos, onde o espera um exercício de equilíbrio diplomático, na esperança de apaziguar as tensões entre Donald Trump e Keir Starmer, tendo como pano de fundo o caso Epstein, especialmente doloroso para a família real britânica.

Cinquenta anos após o Plano Condor, pesquisa em Londres busca respostas

"Nunca perdemos a esperança, mesmo nos momentos mais difíceis". A chilena Laura Elgueta Díaz compartilha com a AFP seu desejo de que um dia seja esclarecido o desaparecimento, há 50 anos, de seu irmão Luis, uma das centenas de vítimas do Plano Condor.

Soldado dos EUA acusado de apostar sobre queda de Maduro com informação confidencial

Um soldado americano foi acusado de fraude e outros crimes após suspeitas de que ganhou mais de 400.000 dólares em uma plataforma on-line, ao apostar na queda do líder deposto venezuelano Nicolás Maduro com informação confidencial, anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quinta-feira (23).

Alterar tamanho do texto: