English Woman's Journal - Começa na Argentina revisão de decisão contra ex-presidente Cristina Kirchner

Começa na Argentina revisão de decisão contra ex-presidente Cristina Kirchner


Começa na Argentina revisão de decisão contra ex-presidente Cristina Kirchner
Começa na Argentina revisão de decisão contra ex-presidente Cristina Kirchner / foto: JUAN MABROMATA - AFP

Um tribunal argentino começou, nesta segunda-feira (25), a revisão da condenação por corrupção por administração fraudulenta da ex-presidente Cristina Kirchner, de quem o Ministério Público pede para agravar a pena para 12 anos de prisão, em vez dos seis a que ela foi condenada em 2022.

Alterar tamanho do texto:

As audiências ocorrerão até 4 de abril de forma presencial nos tribunais federais de Comodoro Py em Buenos Aires. A defesa da ex-presidente poderá se pronunciar em 7 de março.

Depois, os integrantes do tribunal - os juízes Mariano Borinsky, Diego Barroetaveña e Gustavo Horno - terão 20 dias úteis para definir se confirmam, revogam ou endurecem as penas.

Mas isso não significa que Kirchner vai automaticamente para a prisão ou que vai ser inabilitada para exercer cargos públicos pelo resto da vida - como indica a sentença -, já que ela ainda pode recorrer a outras instâncias a fim de pedir a revisão da sentença.

Os dois lados, acusação e defesa, apelaram. A acusação, agora comandada pelo procurador Mario Villar, pediu 12 anos de prisão ao invés dos seis. O promotor Diego Luciani fez o mesmo na primeira instância.

Além disso, pediu a condenação de Kirchner por associação ilícita, crime do qual foi absolvida em uma decisão dividida do Tribunal Oral Federal 2, que a condenou por "administração fraudulenta agravada por ter sido cometida em prejuízo da administração pública".

"Havia uma verdadeira associação criminosa. Não foi o Estado que cometeu os crimes, foram as pessoas que eram funcionários", declarou Villar nesta segunda-feira no início da audiência.

A defesa pede que essa pena seja revogada.

Apenas um dos acusados esteve presente na audiência, Abel Fatala, ex-subsecretário de Obras Públicas da Nação. Cristina Kirchner não compareceu.

Em dezembro de 2022, os juízes do Tribunal Oral Federal Jorge Gorini, Rodrigo Giménez Uriburu e Andrés Basso a condenaram a seis anos de prisão por considerá-la culpada de ter licitado obra pública na província de Santa Cruz em benefício do empresário Lázaro Báez.

"Estamos diante de um fato de corrupção estatal que como tal mina a legitimidade das instituições públicas, atenta contra a sociedade, a ordem moral e a Justiça, assim como o desenvolvimento integral das cidades", declarou o Tribunal Oral Federal número 2 em um documento de mais de 1.600 páginas publicado três meses depois do veredicto ser anunciado.

Além de Kirchner, outras oito pessoas foram condenadas nesse julgamento. Três dos acusados foram absolvidos e para um o processo prescreveu.

Ch.McDonald--EWJ

Apresentou

Ciberataque 'extremamente preocupante' atinge a classe política da Alemanha

Altos funcionários alemães foram recentemente afetados por um ataque cibernético à plataforma de mensagens Signal, um incidente "extremamente preocupante" que lança dúvidas sobre a segurança das comunicações no Parlamento, disse um deputado à AFP nesta sexta-feira (24).

Charles III encara visita delicada aos EUA após tensões entre Trump e Starmer

O rei Charles III parte na segunda-feira (27) para os Estados Unidos, onde o espera um exercício de equilíbrio diplomático, na esperança de apaziguar as tensões entre Donald Trump e Keir Starmer, tendo como pano de fundo o caso Epstein, especialmente doloroso para a família real britânica.

Cinquenta anos após o Plano Condor, pesquisa em Londres busca respostas

"Nunca perdemos a esperança, mesmo nos momentos mais difíceis". A chilena Laura Elgueta Díaz compartilha com a AFP seu desejo de que um dia seja esclarecido o desaparecimento, há 50 anos, de seu irmão Luis, uma das centenas de vítimas do Plano Condor.

Soldado dos EUA acusado de apostar sobre queda de Maduro com informação confidencial

Um soldado americano foi acusado de fraude e outros crimes após suspeitas de que ganhou mais de 400.000 dólares em uma plataforma on-line, ao apostar na queda do líder deposto venezuelano Nicolás Maduro com informação confidencial, anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quinta-feira (23).

Alterar tamanho do texto: