English Woman's Journal - Trump é condenado a pagar US$ 83,3 milhões a escritora por difamação

Trump é condenado a pagar US$ 83,3 milhões a escritora por difamação


Trump é condenado a pagar US$ 83,3 milhões a escritora por difamação

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi condenado nesta sexta-feira (26) a pagar 83,3 milhões de dólares (R$ 409,5 milhões) à escritora E. Jean Carroll por difamá-la, após ela acusá-lo, em 2019, de tê-la estuprado nos anos 1990, anunciou o juiz, após as deliberações do júri.

Alterar tamanho do texto:

Essa quantia, muito superior aos 10 milhões (R$ 49,2 milhões) que a escritora e jornalista solicitava, desdobra-se em 65 milhões de dólares (R$ 319,5 milhões) por danos e juros, 11 milhões (R$ 54 milhões) por reparação de danos à reputação e 7,3 milhões (R$ 35,9 milhões) de indenização financeira, segundo veículos americanos, como o New York Times e a CNN.

Após mais de duas horas de deliberações, o júri concluiu que Carroll sofreu mais do que "danos nominais" e que Trump agiu de maneira "maliciosa, por ódio, má vontade, rancor, vingativamente, ou com indiferença, imprudente ou deliberadamente", contra a escritora e jornalista.

"Absolutamente ridículo!... Irei recorrer", reagiu o republicano, 77 - que não estava na sala para ouvir o veredito - em sua plataforma, Truth Social, onde voltou a chamar o julgamento de uma "caça às bruxas" orquestrada pelo presidente democrata, Joe Biden, para impedir o seu retorno à Casa Branca. Também criticou o "sistema judicial fora de controle".

Em maio do ano passado, outro júri considerou o republicano culpado por agressão sexual e difamação, condenando-o a pagar 5 milhões de dólares (R$ 24,6 milhões) a Carroll. O magnata apelou da decisão.

O ex-presidente (2017-2021) deixou furioso a sala do tribunal quando a acusação apresentou seus argumentos finais, na manhã desta sexta-feira, antes de retornar quando foi a vez de a sua advogada falar.

O juiz instrutor, Lewis Kaplan, aconselhou o júri, cujos nomes permaneceram anônimos durante todo o processo, a manterem o anonimato. "Meu conselho é que nunca revelem que estiveram neste júri", declarou.

Carroll, 80, exigia 10 milhões de dólares ao republicano por danos à sua reputação após declarações feitas em 2019 pelo então presidente, depois que ela publicou um livro e um artigo em que afirmava que o magnata a estuprou em uma loja de departamentos na década de 1990.

- 'Faz o que quer' -

Trump, que costuma chamar a escritora de "louca" ou "doente", disse na época que ela "não era o seu tipo" e que havia inventado o estupro para "vender seu novo livro". "Destruiu a minha reputação", afirmou a escritora durante o julgamento.

"O homem que abusou sexualmente de Carroll faz o que quer. Mente, difama", declarou uma das advogadas da jornalista em seus argumentos finais. "Segue usando sua enorme plataforma para feri-la, e adivinhem o que seus apoiadores fizeram? Eles a continuaram perseguindo."

"Um presidente dos Estados Unidos foi acusado de fazer algo que não fez por uma mulher DESCONHECIDA, PARA ELE, que buscava fama, fortuna e publicidade para seu livro ridículo", afirmou em outra mensagem Trump, que arremeteu contra o sistema de justiça, que chamou de caótico.

Após insistir em comparecer ao tribunal para se defender, Trump pôde fazê-lo ontem, mas o juiz de instrução limitou a sua declaração a três perguntas, às quais tinha que responder com "sim" ou "não".

Diversas frentes judiciais aguardam o ex-presidente, que está em plena corrida eleitoral. Um total de 91 acusações penais pesam sobre Trump em diversos tribunais, a maioria relacionada com suas tentativas de permanecer no poder após as eleições de 2020, vencidas pelo democrata Joe Biden, um triunfo que ele insiste em não reconhecer.

N.Macleod--EWJ

Apresentou

Charles III encara visita delicada aos EUA após tensões entre Trump e Starmer

O rei Charles III parte na segunda-feira (27) para os Estados Unidos, onde o espera um exercício de equilíbrio diplomático, na esperança de apaziguar as tensões entre Donald Trump e Keir Starmer, tendo como pano de fundo o caso Epstein, especialmente doloroso para a família real britânica.

Cinquenta anos após o Plano Condor, pesquisa em Londres busca respostas

"Nunca perdemos a esperança, mesmo nos momentos mais difíceis". A chilena Laura Elgueta Díaz compartilha com a AFP seu desejo de que um dia seja esclarecido o desaparecimento, há 50 anos, de seu irmão Luis, uma das centenas de vítimas do Plano Condor.

Soldado dos EUA acusado de apostar sobre queda de Maduro com informação confidencial

Um soldado americano foi acusado de fraude e outros crimes após suspeitas de que ganhou mais de 400.000 dólares em uma plataforma on-line, ao apostar na queda do líder deposto venezuelano Nicolás Maduro com informação confidencial, anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quinta-feira (23).

Soldado dos EUA é acusado de apostar sobre operação contra Maduro com informação confidencial

Um soldado americano foi acusado de fraude e outros crimes após suspeitas de que ganhou mais de 400.000 dólares em uma plataforma on-line, ao apostar na queda do líder deposto venezuelano Nicolás Maduro, anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta quinta-feira (23).

Alterar tamanho do texto: