English Woman's Journal - Iêmen registra mais de 250 mil deslocados internos desde agosto

Iêmen registra mais de 250 mil deslocados internos desde agosto


Iêmen registra mais de 250 mil deslocados internos desde agosto
Iêmen registra mais de 250 mil deslocados internos desde agosto / foto: Ahmad AL-BASHA - AFP

Mais de 250 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen desde agosto, informou nesta terça-feira (20) a ONU, que pediu a abertura de acesso humanitário a Taiz, cidade no oeste do país cercada pelos houthis desde o início de outubro.

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) está "profundamente preocupado com a situação dos deslocamentos no Iêmen. O número de pessoas deslocadas já superou 250 mil", disse em Genebra o porta-voz do organismo, Matthew Saltmarsh.

Essas pessoas foram "deslocadas dentro do Iêmen entre 1º de agosto e 17 de outubro", acrescentou.

Ao mesmo tempo, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu, em comunicado, atenção urgente à situação na cidade de Taiz.

"O fechamento, pelos houthis, da única via de abastecimento que liga Taiz a Aden expõe os civis a graves perigos, bloqueia a ajuda humanitária e dificulta o acesso a bens de primeira necessidade", afirmou.

À medida que os combates se aproximam das áreas densamente povoadas da cidade, Türk alertou que os riscos para os civis aumentam "consideravelmente".

"A ajuda humanitária deve poder entrar na cidade imediatamente, e sua passagem deve ser facilitada", aconselhou Türk.

Por sua vez, Tarik Jasarevic, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que "a intensificação dos combates, os deslocamentos em massa e o aumento das epidemias exercem uma pressão imensa sobre um sistema de saúde já sobrecarregado".

A região de Taiz está, segundo ele, em situação de "perigo crítico".

Jasarevic também destacou um "forte aumento" da transmissão da cólera. Os casos suspeitos semanais passaram de 221, no início de setembro, para 683, no começo de outubro.

O Iêmen voltou a mergulhar na guerra em julho, após vários anos de relativa calma, arrastado pelo conflito regional desencadeado no fim de fevereiro pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os houthis, apoiados pelo Irã e que até então controlavam grande parte do norte do país, incluindo a capital, Saná, avançaram em poucos dias pela costa ocidental.

Desde então, a Arábia Saudita bombardeou com frequência áreas controladas pelos combatentes no Iêmen. Em represália, os houthis atacaram alvos em território saudita, incluindo o aeroporto da capital, Riade.

D.W.Robertson--EWJ